ॐ Este espaço foi criado com o intuito de mostrar tudo aquilo que se passa na cabeça de alguém. E esse alguém pode ser tu. Um espaço com pensamentos, frases, sentimentos e tudo aquilo que tá presente na vida de cada um de nós. A busca incessante do equilíbrio. Um espaço onde podemos anteceder suspiros e adiantar desesperos. Ou não. ॐ
escreve algumas linhas aê:
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Quarta-feira, Julho 30, 2008
ontem.
por carol sm
Minhas vontades me traem. Eu sei o que eu deveria querer e sei o que deveria sentir, mas nada entre nós nunca foi como deveria ser. O que sinto agora é o desejo latente de ti. Por ti. Sei que tu também sente.
Se eu estívesse perto de ti – na mesma cidade – pegaria o primeiro táxi sóbrio ou não que encontrasse e iria até ti e te daria um beijo sem pressa de terminar. Te beijaria até amanhã, até sempre. Seria o mais clichê possível e o mais mulherzinha possível. Só dessa maneira poderia te amar. Só assim se pode amar.
Quando o amanhã chegasse eu iria me arrepender, sentiria estar andando para trás, me acharia tonta e imediatista, mas aquele teria sido o nosso momento mais bonito.
Na minha memória inventada tu terias consciência de todas as músicas que dediquei a ti em pensamento e em coração. Tu entenderia a poesia mais profunda de cada letra, na minha memória inventada. Serias o mais gentil e o mais bonito para mim. Para sempre.
Daí, quando o amanhã chegasse, eu levantaria da tua cama e, quando a manhã nos atingisse, eu sairia. Nós nunca mais nos falaríamos. Quando conversássemos com outras pessoas diríamos o pior um do outro, mas jamais comentaríamos desse amanhã que nos atingiu tranformando-nos em ontem.
Depois de muitos anos, quando todas as lembranças tivessem se tornado boas, nos encontraríamos em um café de uma cidade distante. Totalmente assim, por acaso. Nos beijaríamos sem dizer uma palavra - exceto uma despedida de saudade.
No amanhã seguinte acordaríamos com o perfume um do outro.
Para sempre.
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Segunda-feira, Julho 21, 2008
"um blog não é um diário / aqui escrevo / escrevo porque preciso / melhor, vivo porque escrevo / não gostou? / não lê."
do filme nome próprio
escreve algumas linhas aê:
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Sexta-feira, Julho 18, 2008
Bergamota no sol
Por Carlos André Moreira
O Vitor Ramil, vocês sabem, defende um modo próprio de fazer as coisas no Rio Grande do Sul, um certo fazer das coisas pontuado pelo frio, pela distância, pelo silêncio melancólico como valor poético em vez do, digamos, espírito solar carnavalesco que o Brasil vende como sua imagem nacional. Como sociologia do gosto, a chamada Estética do Frio é uma teoria que começa a dar frutos, e se é de frutos que se fala, em algum momento, no futuro, teremos de abrir lugar nessa glosa acadêmica da friagem como elemento artístico para os nobres ofício e ciência do consumo da bergamota.
Não riam ainda, sigam comigo.
Inverno é tempo de bergamota no sol - é uma frase que o considerado leitor com certeza já ouviu, e talvez tenha ouvido este ano mesmo, que o frio por aqui nos últimos meses chegou e se instalou com a sem-cerimônia de um cunhado em visita. Aí é aquela coisa: gaúcho tem a certeza de que mora em um enclave europeu transplantado por engano para este abacaxi tropical gigante da América do Sul. Chove, a água verte das paredes, a umidade invalida qualquer tentativa decente de lavar e secar roupa sem auxílio de eletrodomésticos, então o sujeito fica à espera do primeiro sol, ávido em sua palidez de zumbi, olhando esperançoso pela janela. E quando os raros dias de frio seco com sol e céu azul finalmente dão o ar de sua graça, sai-se à rua de luvas, cachecol e boina (alguns usam aqueles gorros de presidiário, o mau gosto é livre). Procura-se um lugar vago na grama nem tão gramínea da Redenção para tomar chimarrão, lagartear de barriga pra cima recebendo os débeis raios de um sol gentil. E daqui a pouco aquele lagartear descompromissado aciona uma espécie de programação arcaica ancestral e o sujeito pensa, não tem como não pensar: "bom dia para comer bergamota".
Num estado que se jacta de esculturas de laçadores ou de sujeitos empunhando cuias de chimarrão, já mais do que passou da hora de se erigir o "monumento ao comedor de bergamota desconhecido". Sério.
Ok, desisto, podem rir agora.
Alguns aventam que são insondáveis os motivos pelos quais essa associação tão imediata se processa na mente do gaúcho irmanando (bonito isso, não?) de forma tão indissolúvel "o sol e a berga" - e se nenhum compositor gaúcho fez ainda uma canção com esse título, está perdendo uma grande oportunidade de brilhar no Açorianos. Mas voltando aos motivos: podem ser obscuros, mas não indevassáveis. Partindo de um ponto intelectual: procurei e não achei nenhum artigo acadêmico de vulto sobre a bergamota enquanto elemento constitutivo da identidade rio-grandense - o que prova uma deficiência ou da academia ou do cara que procurou, o que é mais provável. Mas é possível elencar algumas notas baseadas em observações diretas e incomprovadas.
Pra começo de conversa, a bergamota é tão popular no inverno porque... ela só dá no inverno (coitado do bergamoto!). E já tiro essa obviedade do caminho fazendo a piada débil que alguém inevitavelmente faria no meu lugar. Eu até diria que isso é retórica, se não fosse simplesmente coisa de abobado, mas vamos adiante. Pode-se explicar esse sucesso solar da bergamota por sua própria constituição: uma laranja sem burocracia, digamos assim. Sem facas, canivetes e assemelhados, apenas as mãos e a casca num frenético desnudamento, e isso poderia até soar erótico se já não estivesse soando ridículo.
Talvez a chave do mistério seja mesmo o aroma, o cheiro, esse suave aguçar dos sentidos que às vezes se assemelha a uma carícia etérea e às vezes parece um ralador de queijo esfregado com força nas mucosas nasais. O cheiro cítrico da bergamota é o que melhor a define. Tanto que, fora daqui, os povos bárbaros do país além-Mampituba chamam a bergamota de "mexerica" em seu idioma nativo, numa referência ao seu perfil de fruto escandaloso que deixa nos poros aromatizados a prova do crime. E o inverno no Rio Grande do Sul é uma estação de odores, um buquê variado de sensações: mofo, umidade, musgo, cachorro-molhado, uma gama de aromas imediatamente associados com este inverno chuvoso que a nós foi legado. Num tal conjunto, cheiro de bergamota não chega a ser de todo ruim.
É o mais próximo que chegamos de sentir cheiro de sol.
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Domingo, Julho 13, 2008
"o ser humano morre, mas seus pensamentos não morrem tão rapidamente. a vida humana é muito curta, a vida dos pensamentos é muito longa. lembre-se também: os pensamentos que não expressamos vivem por mais tempo do que aqueles que expressamos, pois são mais sutis. quanto mais sutil uma coisa, mais longa é a sua vida; quanto mais grosseira, mais curta a sua vida."
Osho
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Sábado, Julho 12, 2008
e se um dia tu encontra uma pessoa que talvez tu esperasse encontrar mas jamais imaginava que estaria por perto ou sintonizada da maneira que estivesse?!?... com novidades num dia de inverno mas que pretende ser verão na tarde seguinte.. é como se escutasse uma música que te trousesse um sorriso no rosto e uma vontade no coração.. como uma tarde de vontades e desejos.. e tu te pergunta porque pessoas legais e que tu gostaria que estivessem por perto moram longe.. ou então estão longe e moram perto... ou então moram perto e insistem em permanecer longe... e que mesmo assim foram descobertas.. mas não por ti. quem é o errado e quem é o certo?!?... tu tá com a pessoa certa ou com a pessoa errada?!?... existem certos ou errados? bons ou maus? mesmo que todos sejam quem esperamos, sempre vai surgir alguém melhor.. mesmo que relutemos em acreditar. porque palavras falam mais que qualquer outra coisa.. seja um toque ou um suspiro.. porque nos deixamos acostumar.. por mais acostumados que estejamos.. e assim sempre deve permanecer... mas palavras e encontros irão surgir quando menos se espera.. e então seremos surpeendidos.. por surpresas que nos farão sorrir no meio da tarde.. por surpresas que chegam no final da tarde.. mesmo que se perca um ou dois dias.. porque desejos e vontades permanecem sempre.. até serem preenchidos.. até serem completados.. porque sempre falta alguma.. por mais simples que seja.. e por mais simples que se queira que seja.. sem perguntas quando se está quieta.. ou quando se precise fazer tolices e se sentir presente.. ou mesmo estar de volta a sua vida.. ou a nossa.
porque é aí que me refiro.
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“Aqui será a areia fina... a falésia... onde, entre vôos, pousarei para descansar e meditar, depois voltar a voar entre o azul do mar e o azul do céu.”
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Terça-feira, Julho 08, 2008
porque assim me sustento
sorriso aberto.. e coração feliz
porque tá guardada pra sempre / mesmo que seja pra ser do jeito que tá, da maneira que tá / o bom é poder lembrar e sentir aquele sorriso gostoso no rosto e na alma / é poder rir sem falar nada / é poder chorar de lembrança / é estar longe e lembrar que tá perto / é saber que no caminho as estradas se cruzam / como fragmentos... / como os passos mudos de uma reticência / que revelam tanto / mesmo te vendo dançar com os pés descalços na areia / ou jogada na cama depois de acordar / olhar no olho / sorriso aberto / e coração feliz / porque assim me sustento.
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Quinta-feira, Julho 03, 2008
Aceita uma sopinha de plástico?
por Nurit Bensusan
Quando lemos histórias ou vemos aqueles filmes onde um náufrago coloca uma mensagem pedindo socorro dentro de uma garrafa e lança-a ao mar na esperança que a mensagem chegue a alguém, podemos achar que essa não é uma estratégia muito eficiente de pedir ajuda. Mas, teoricamente é sim! Garrafas e latas realmente atravessam os oceanos. Por outro lado, se o náufrago for nosso contemporrâneo, sua garrafa vai ter que competir com as 10 milhões de toneladas de plástico lançadas ao mar a cada ano. Ou seja, nenhuma chance de resgate...
Esse lixo plástico todo acaba nas praias ou nos próprios oceanos, sob diversas formas. Uma delas é a do lixo globalizado: achamos nas praias lixo de diversos lugares do mundo. O que pelo menos atesta que não somos os únicos a nos comportar mal com o nosso pobre planetinha azul... Por exemplo, uma das praias mais poluidas dos Estados Unidos está localizada no Havaí, mas o lixo ali encontrado é produzido em outros lugares, majoritariamente na costa oeste dos Estados Unidos. Isso deve ser a mais nova versão da famosa frase: aja local, pense global... algo do tipo: consuma local, polua global.
Como todos sabem diamonds are forever (diamantes são para sempre), o que nem todos sabem é que pástico também é para sempre. Ou seja, todo o plástico que a humanidade já produziu continua aqui, conosco, sob a forma de plástico! E boa parte, sob a forma de lixo de plástico. Se você olhar a sua volta, verá que o plástico domina o mundo...Atualmente, a humanidade produz cerca de 100 milhões de toneladas de plástico por ano!
Outra forma sob a qual as 10 milhões de toneladas de lixo plástico lançadas no mar anualmente são encontradas é a "sopa de plástico". São pequenas partículas de plástico que ficam nos oceanos e nas praias, derivadas da fragmentação dos objetos plásticos originais. Estima-se que no Oceano Pacífico, em um local para onde as correntes marítimas convergem, conhecido como o vórtice do lixo, haja uma área maior que a ilha de Madagascar de plástico rodando em torno desse vórtice e sendo tragada continuamente pelo mar. Estudos desse vórtice, algo como um redemoinho de água, mostram que há 6 quilos de plástico para cada quilo de planctôn natural (o planctôn é o conjunto de organismos, composto de algas, bactérias e pequenos animais, que tem pouco poder de locomoção, vivem ao sabor das correntes e são a base da cadeia alimentar marinha).
Para piorar, há outros pontos de convergência de correntes marinhas que formam outros vórtices, onde esse problema também deve existir. E mais, nem todo plástico flutua. Cerca de 70% do plástico descartado, na verdade, afunda. Só no fundo do Mar do Norte, estima-se que haja 600 mil toneladas de plástico.
Resultado de tudo isso é a morte de mais de um milhão de aves marinhas e de centenas de milhares de mamíferos marinhos e de tartarugas a cada ano, vítimas da ingestão de plástico e de complicações derivadas. Enfim, plástico definitivamente não deveria constar do cardápio.
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Domingo, Junho 29, 2008
aqui é diferente?!?
"meio rude, aquele que sabe tratar a mulher sem muitos mimos, que gosta de malhar. é bom parecer meio cafajeste, fazer um teatrinho. não suporto os muito sensíveis, que choram e querem agradar o tempo todo", diz diz samantha miranda, 23 anos. os "bonzinhos" estão totalmente descartados. é o que revela duas pesquisas feitas nos estados unidos - uma da universidade do novo méxico e outra da universidade bradley - e publicadas na revista new scientist em junho concluem: homens que adotam comportamento de "garoto mau" se dão melhor com as mulheres.
na universidade do novo méxico, o pesquisador peter jonason ouviu 200 estudantes e o resultado é que os jovens com características de bad boys relataram maior número de relacionamentos de curto prazo. as marcas do estilo são insensibilidade, narcisismo, egocentrismo, atração por situações de risco e infidelidade. o outro trabalho, feito pelo cientista david schmitt, da universidade bradley, em Illinois, é mais amplo. ouviu 35 mil pessoas de ambos os sexos em 57 países - e teve resultado semelhante.
no brasil, há controvérsias. num grupo de 22 mulheres entrevistadas por uma revista semanal, apenas sete concordaram com os resultados da pesquisa. "aqui é diferente", opina a advogada mineira mariana lima, 31 anos. "busco uma relação em que haja igualdade entre os parceiros e muito carinho. adoro homens cavalheiros." a estudante de geologia carla neto, 29 anos, acredita que as mulheres gostam, sim, de homem que tenha um jeito grosseirão. "acontece que poucas vão admitir isso", alerta ela. "os homens têm de ter pegada, sim", resume natália casassola, ex-big brother.
para a psicóloga e educadora sexual laura muller, é difícil comparar o comportamento das mulheres americanas e brasileiras, mas ela confirma que algumas realmente sentem esse tipo de atração. a fama de "bom de cama" pode ser a justificativa, acredita laura. "como esse homem tem mais relações, acaba, supostamente, aprendendo a lidar com as mulheres", explica. a psicóloga não vê grandes problemas nessa preferência. "só chamo atenção para uma coisa: relação na qual há dominante e dominado não é legal", avisa. "mas se tudo for uma brincadeira prazerosa para os dois, não vejo mal."
fonte: revista ISTOÉ
em tempo, é possível ser carinhoso e cavalheiro mesmo sendo um cafajeste!!! ou não...
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Domingo, Junho 22, 2008
entre lençóis
eles se conhecem numa boate. ela, linda e de casamento marcado. ele, um homem bonito e charmoso. até então não se conhecem. trocam olhares, se insinuam, dançam juntos, até que se beijam. a noite vai terminar num quarto de motel, onde, aí sim, eles vão se apresentar um ao outro e... se apaixonar de verdade.
esse é o filme 'entre lençõis' que deve ser lançado ano que vem no brasil. e muitas vezes, nessas situações, é que realmente se conhece quem está do nosso lado. ou então é o momento em que acabamos nos conhecendo de verdade. onde se tem a possibilidade de se ser inteiro, de se jogar numa relação, descobrir alguém.
entre a cama e a mesa de jantar, a sauna, a banheira e a varanda, o casal troca confidências, falam sobre amor, desejo e morte, brigam, fazem as pazes. a vida vivida nas dez horas em que permanecem no quarto do motel.
quem já não viveu experiência parecida?!?
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Segunda-feira, Junho 09, 2008
sem ponto nem vírgula
de cenas aos pés no chão
teu olho que fecha ao chegar do suspiro no ouvido enquanto o corpo arrepia ao toque da mão na cintura com um sorriso angular que morde o lábio inferior da boca vestida de nada com tons e sobretons na ponta dos dedos que se entrelaçam no pegar das mãos para sentir o toque do teu corpo sem repetição de cenas aos pés no chão ou no lençol branco que vem acompanhado de um beijo onde as palavras que trazem sorriso somem e aparecem os suspiros como uma saudade que não tem cheiro mas lembra teu perfume perdido no carro sem proteção em busca de uma conquista onde se assume riscos e tempos nessa coisa que se chama amor sem tempo onde é possível esperar porque podemos construí-lo
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Quinta-feira, Junho 05, 2008
o caderno 'ela' do jornal o globo, publicou no último domingo um texto intitulado "os homens sempre voltam". ouviu especialistas e mulheres que um dia já sofreram com uma perda repentina. o livro diz que essa possibilidade existe, talvez na china ou no próximo planeta xkpgi9 a ser descoberto. uma teoria a qual muitos de nós acredita e comprova, diz que quando o pé na bunda é dado por nós, homens, pode esquecer e esperar sentada porque já era. claro que acontece, mas não como promete o livro. porque mesmo que tu seja uma gostosa (sim, esses casos também acontecem...) ou a mulher mais linda do pedaço, tu também pode levar um pé na bunda. porque se a gente vai, é pra não voltar atrás... a seguir um trecho da matéria.
Os homens sempre voltam
Nova teoria de auto-ajuda diz que mulher rejeitada terá o ser amado de volta quando menos esperar. O ELA ouviu histórias de gente que comprovam isso. Ou não
Carolina Isabel Novaes
Penélope Parker garante: os homens voltam. O cara num dia diz que está apaixonado e no outro termina a relação? Fique sossegada, companheira de luta, este mesmo rapaz vai voltar, quando menos você esperar. Não precisa roubar a criança do Santo Antônio, ler borra de café nem escrever o nome dele num papel coberto de mel. Basta deixar solto, laissez faire, laissez passer, dizer ao astral “volta pro mar, oferenda!”, seguir Lao Tsé: “Quem se empenha, fracassa”.
Penélope Parker não é milagreira nem macumbeira, ela é a narradora do livro “Os homens (às vezes infelizmente) sempre voltam”, lançado no Brasil pela L&PM. O título foi publicado em Argentina, México, Estados Unidos e, em breve, Espanha. Originou-se de uma idéia muito simples: o problema dos livros de auto-ajuda que existem por aí é que eles partem do princípio que você, mulher abandonada, quer superar o fora e deixar tudo para trás — e quem disse que queremos deixar tudo para trás? “Este não é o caso da maioria dos mortais, e certamente não é o caso das mulheres que têm a infelicidade de serem abandonadas. Normalmente queremos que ele volte para os nossos braços, de preferência correndo, com um buquê de flores na mão e um sussurro de desculpas nos lábios”, lê-se no início.
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Quinta-feira, Maio 29, 2008
"o corpo humano pode mostrar dois tipos de beleza. uma que tem origem na natureza sensível do ser humano e chama-se beleza arquitetônica ou beleza da estrutura. há também uma beleza do jogo ou da expressão, uma beleza móvel que comunica ao corpo os movimentos da alma."
friedrich schiller
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Terça-feira, Maio 20, 2008
é tão simples assim...
a gente inventa a chuva do céu
mesmo sem ter esquecido que é tudo sempre assim tão simples. mesmo que se espere voltar para esquecer ou então relembrar por um breve momento que não seja duradouro como aquele amor de verdade quando saímos para encontrar e, muitas vezes, nos enganamos. mesmo que eu tenha te beijado com a sinceridade natural e te dito para deixar como está, porque tudo é tão simples assim... sem precisar adivinhar. mesmo quando tu me olhou antes de eu te olhar. deixemos o close dos olhares falar por si, como o céu, o sol e o mar. porque se tu vira estrela, eu quero voar. numa chuva inventada com o sol deitado, para que possamos ficar em casa, na cama com café na cama. mesmo que lá fora tenha sol a gente inventa a chuva do céu para ver o nosso depois. e deixar o tempo ir, antes de perder teus abraços e teus sorrisos. como um abrigo que a gente tenta não mudar. para não se perder, porque tudo é tão simples assim. porque tem dias que acontece quase sem querer.
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